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Assisti ao filme HOMEM COM H

Descrição da foto para acessibilidade de pessoas com deficiência visual: Card com fundo escuro. Montagem com duas fotos: do lado esquerdo, a imagem do ator Jesuíta Barbosa, com o rosto pintado de branco e preto, caracterizado como Ney Matogrosso, do grupo Secos & Molhados, arranjo de penas na cabeça; do lado direito, eu, usando blusa branca, cabelos de comprimento médio, com a mão no queixo. Na parte inferior, o nome do post está escrito em branco e vermelho.

 

Ney Matogrosso no Cinema: O Que Faltou Ver

Quando assisti às entrevistas de Ney Matogrosso, emocionado, sem conter as lágrimas ao falar do filme que conta sua trajetória, pensei: o filme deve retratar exatamente o que ele queria ver — e, principalmente, o que queria que o público visse.


Mas será que é tudo o que eu — fã confessa — queria ver? Assumo que, definitivamente, não sou fã de filmes biográficos. E, nesse caso, senti falta de algo que, para mim, faz toda a diferença: faltaram histórias sobre a criação, sobre as inspirações por trás do trabalho dele e, principalmente, faltaram muitas músicas. Onde ficaram “As Aparências Enganam”, “Bloco na Rua”, “Yolanda”, “Poema” e tantas outras? São canções que ainda hoje arrastam multidões às suas apresentações, mesmo ele estando com 83 anos. Ney segue único, corajoso e inesquecível.

Já estive em três shows do Ney. O primeiro foi em Recife — citado no filme — depois um em São Paulo e outro em Joinville, há muitos anos, na Lira. Nesse último, estava na primeira fila — sim, no gargarejo! — e nunca me esqueço da sensação de vê-lo tão de perto. Ney exala sensualidade pela forma como se move e, principalmente, pelo olhar intenso. E isso, para mim, o filme não mostrou. Mostrou o sexo, mas não a sensualidade. Provavelmente eu tenha ido longe demais, esperando sentir tudo outra vez na tela. E talvez nunca fosse igual, mesmo com a atuação impecável de Jesuíta Barbosa. Ele foi brilhante — em certos momentos, parecia realmente o próprio cantor em cena.

Muita coisa mostrada no filme já é conhecida dos fãs: a infância e adolescência marcadas pelas atitudes homofóbicas do pai militar, as brigas, o motivo de ter ido para a aeronáutica, o começo no coral e a voz fina, que sempre o destacou dos cantores comuns. Inclusive sua homossexualidade, nunca escondida, mas sempre tratada com naturalidade — e que, no filme, ganhou um foco que, para mim, destoou da forma como ele sempre conduziu a própria vida. Loucuras, rock and roll e drogas fizeram parte da época, mas não considero isso determinante para o artista que ele se tornou.

E você, já assistiu ao filme? Quero saber: o que sentiu, o que faltou ou o que te surpreendeu? Me conta nos comentários — vamos lembrar juntos tudo o que Ney ainda nos faz sentir, dentro e fora do palco

 

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